segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O individualismo exacerbado do mundo "moderno".


Esta imagem foi retirada do site catolicourbano.blogspot.com ao qual desconheço autoria da mesma, mas que reservo todos os créditos ao autor por mim desconhecido.


Resolvi fazer uma flexão sobre as mudanças no comportamento dos brasileiros decorrentes do crescimento econômico e da globalização no nosso país e irei expô-la abaixo.


Creio que o expoente principal desse tema será concentrado na individualização do ser frente à facilidade de acesso a informação gerada pela globalização e pelo crescimento econômico, o que nos trouxe uma cultura moderna, bem mais “rica”, porém, bem menos importante que a nossa, defasando costumes e tradições, arrancado raízes e deixando um buraco em seu lugar, trazendo a fria, individualista e vazia cultura do mundo moderno.

A valorização do eu, sobrepondo-se ao coletivo que antes vivíamos em nossas casas tem formado seres intolerantes aos comportamentos e atitudes que de alguma forma "invadem" seu o espaço, afinal não existe mais o contato com as pessoas, o mundo é cada vez mais individual, não compartilhamos mais a televisão, não ficamos mais na fila do orelhão da esquina nem precisamos dividir o quarto com inúmeros irmãos, os carros já não precisam mais levar tanta gente, visto que podemos comprar o nosso em 80 parcelas sem dar nada de entrada, nem precisamos mais de apartamentos tão grandes, afinal pra que casar e ter filhos se podemos ser felizes vivendo só?

As roupas, os móveis, e tudo que usamos são descartáveis e não precisaremos deixar para as próximas gerações, que legal!  Viva a nova era, vamos festejar os descartáveis (a era do lixo), e já que somos aquilo que vivemos, logo, só nos resta criar uma nova espécie de animais, os seres descartáveis.


“Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês
Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola, geração Coca-Cola”

Trecho da Música Geração Coca-Cola da Banda Legião Urbana.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"Os negros não precisam de sua ajuda, apenas do seu respeito"


Essa foto foi tirada domingo, 07 de agosto às 03:00 no Balcão da cozinha do Restaurante Docentes e Decentes da Varjota e me trouxe uma inevitável reflexão sobre a história de superação da população negra após suscetíveis tentativas de “Nós Brancos” de transformá-los em seres inferiores, que bom que perdemos essa luta, a humanidade agradece.


[...] temos a África em nossas cozinhas, como a América em nossas selvas, e a Europa em nossos salões [...] Apressem-se os especialistas, visto que os pobres moçambiques, benguelas, monjolos, congos, cabindas, caçangas... vão morrendo..."


Essa foi a advertência de Silvio Romero no ano da “Abolição” da Escravatura, em 1888; ano esse que representaria uma nova fase da luta pela liberdade dos tão sofridos e massacrados negros vindos da África como se fossem bichos em porões de navios amontoados entre ratos, fezes e a incerteza do que estaria por vir, negros fortes que resistiram bravamente a peste, a fome, a doença, a dor, ao massacre e a solidão.
Guerreiros que lutaram em seus Quilombos e que nos dão ainda hoje o prazer de testemunhar e admirar sua garra nessa batalha pelo reconhecimento do seu grupo étnico, da sua capacidade e da sua igualdade, luta que por incrível que pareça ainda continua, seja nas universidades, no ambiente de trabalho ou até dentro do próprio lar.

Os negros não precisam de sua ajuda, apenas do seu respeito.

Queria deixar aqui um admirável exemplo disso:

Machado de Assis
" Considerado o nome mais importante da literatura brasileira, Machado de Assis, nasceu pobre, ficou órfão ainda criança e estudou muito para chegar onde queria. Apesar das tentativas da elite de sua época de embranquecê-lo, sempre teve orgulho de ser negro "

A vida de Machado de Assis trata-se de uma das mais belas demonstrações dadas pela raça humana - ou, melhor dizendo, pela raça negra - de como a genialidade não tem cor e pode, quando aliada a um enorme esforço pessoal, colocar um brasileiro negro de origem humilde ao lado de grandes gênios da literatura mundial.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Boas Vindas e introdução.

Primeiramente quero deixar aqui a minha satisfação em criar um espaço ao qual poderei compartilhar da forma mais pura e objetiva tudo aquilo que não deve ser consumido apenas por mim mesmo, tudo que me faria egoísta demais se não me dedicasse a propagar entre as pessoas.

Volúpia foi a palavra dedicada a expressão dos grandes prazeres do Sentido, do sentir, do viver, prazer que transcende o imaginário e habita o inconsciente, elevando a alma a um estado de espírito nunca alcançado se não pela suprema motivação da arte, por isso resolvi nomear o blog de volupiarte, fazendo menção aos prazeres supremos da arte, ao prazer que invade nosso corpo ao ser agraciado pela obra do artista plástico, ao prazer que adentra nossa alma ao ouvir os dedilhados de um violão na mais linda companhia de uma profunda canção, aos prazeres do mundo, da terra, da vida e da eminência da morte, prazeres dos fortes, dos fracos, dos grandes e dos derrotados, doces, amargos, flutuantes e naufragados, prazeres agraciados pelo rebuscado ou até pela ingênua expressão do artista nato.